Como o Laboratório Hemolab identifica, contém e responde a incidentes de segurança envolvendo dados pessoais.
Última atualização: 15 de maio de 2026
A Lei nº 13.709/2018 – LGPD – tem como um de seus pilares centrais a implementação de medidas de Segurança da Informação que podem trazer às entidades públicas e privadas uma cultura de maior conscientização na área. A LGPD considera que, mais grave do que sofrer um ataque ou passar por um vazamento de dados, é não se prevenir e nem adotar as medidas e práticas necessárias e possíveis para a proteção dos dados e de todos os que são afetados por eventuais acessos não autorizados.
Incidente de segurança é "uma violação da segurança que provoque, de modo acidental ou ilícito, a destruição, a perda, a alteração, a divulgação ou o acesso, não autorizados, a dados pessoais transmitidos, conservados ou sujeitos a qualquer outro tipo de tratamento".
O Laboratório Hemolab, por ser um estabelecimento de saúde, deve observar cuidado adicional, tendo em vista que a legislação confere proteção diferenciada para os dados considerados sensíveis, dentre os quais se incluem os dados de saúde.
Este Plano de Respostas a Incidentes (PRI) tem o objetivo geral de orientar o Laboratório Hemolab a responder às situações de emergência e exceção, de forma documentada, formalizada, ágil e confiável, além de resguardar as evidências que possam auxiliar na prevenção de novos incidentes e no atendimento às exigências legais de comunicação e transparência.
O PRI se aplica em qualquer caso de incidentes envolvendo Dados Pessoais e deverá ser observado em conjunto com as demais políticas do Laboratório Hemolab por todas as áreas, colaboradores e prestadores de serviços. Entrará em vigor na data de sua publicação, por tempo indeterminado, podendo ser revisto e alterado sempre que identificada a necessidade.
A identificação de qualquer Incidente de Segurança é aspecto chave para a boa implementação do Plano. É importante que se possa dispor das principais medidas de detecção e identificação de Incidentes, como ferramentas de monitoramento, eventos de log, mensagens de erro e firewalls. Deve haver um trabalho maciço de sensibilização e capacitação de colaboradores para que esses tenham a capacidade de identificar e informar eventual vazamento de dados.
Uma resposta a um incidente deve ser decisiva e executada prontamente. Como há pouco espaço para equívocos, é essencial que as práticas de emergência sejam exercitadas e os tempos de resposta medidos, possibilitando o desenvolvimento de uma metodologia que estimule a agilidade e a exatidão.
Após a identificação de um incidente, o mesmo deve ser contido e, se for o caso, isolado, para que outros sistemas/processos não sejam afetados. Durante esta etapa, devem ser adotadas medidas que permitam a documentação e o registro do incidente, evitando que evidências e provas do ocorrido sejam destruídas ou perdidas.
Após a contenção da ameaça, a próxima etapa consiste da remoção da ameaça e restauração dos sistemas/processos afetados para que retornem ao seu estado original antes do incidente.
Os sistemas/processos afetados retornarão, após testes e validações, ao ambiente de produção, com vistas a garantir que nenhuma ameaça permaneça.
Esta última etapa visa atualizar o Plano de Respostas a Incidentes com as ações realizadas para tratar o incidente, contribuindo para o aprendizado da equipe e facilitando as próximas atuações em futuros incidentes.
O incidente deve ser documentado de forma detalhada, incluindo todas as ações implementadas nas etapas anteriores e as lições aprendidas com o caso.
A criticidade do incidente é definida pela combinação do volume de dados pessoais expostos com a sensibilidade dos dados afetados:
| Nível | Volume de Dados | Sensibilidade |
|---|---|---|
| Alta Gravidade | Superior a 10% da base de dados | Dados de crianças/adolescentes, dados sensíveis ou que possam gerar discriminação |
| Média Gravidade | Entre 2% e 10% da base de dados | Dados imediatamente identificáveis (nome, e-mail, CPF, endereço) combinados ou não com dados comportamentais |
| Baixa Gravidade | Inferior a 2% da base de dados | Dados anonimizados, pseudonimizados ou de difícil identificação (ex.: IP) |
A ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares deve ser comunicada à Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD e ao titular afetado. Conforme o art. 48 da LGPD, a comunicação deve conter:
Laboratório Hemolab – Encarregado de Dados (DPO)
Itaúna, MG – 5 unidades de atendimento
Telefone: (37) 3742-5555
E-mail: lgpd@hemolab.com.br